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Poema

Languidez

Florbela Espanca · Languidez

Tardes da minha terra, doce encanto, Tardes duma pureza de açucenas, Tardes de sonho, as tardes de novenas, Tardes de Portugal, as tardes d’Anto, Como eu vos quero e amo! Tanto! Tanto!... Horas benditas, leves como penas, Horas de fumo e cinza, horas serenas, Minhas horas de dor em que eu sou santo! Fecho as pálpebras roxas, quase pretas, Que poisam sobre duas violetas, Asas leves cansadas de voar... E a minha boca tem uns beijos mudos... E as minhas mãos, uns pálidos veludos, Traçam gestos de sonho pelo ar...
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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Tardes da minha terra, doce encanto,

Languidez, de Florbela EspancaVerificada

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Horas benditas, leves como penas,

Languidez, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Traçam gestos de sonho pelo ar...

Languidez, de Florbela EspancaVerificada

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