Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Languidez

Florbela Espanca · Livro de Mágoas (1919), p. 105

Tardes da minha terra, doce encanto, Tardes duma pureza d'açucenas, Tardes de sonho, as tardes de novenas, Tardes de Portugal, as tardes d'Anto. Como eu vos quero e amo! Tanto! Tanto!... Horas benditas, leves como penas, Horas de fumo e cinza, horas serenas, Minhas horas de dor em que eu sou santo! Fecho as pálpebras roxas, quase pretas, Que poisam sobre duas violetas, Asas leves cansadas de voar... E a minha boca tem uns beijos mudos... E as minhas mãos, uns pálidos veludos, Traçam gestos de sonho pelo ar...

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Tardes da minha terra, doce encanto,

Languidez, de Florbela EspancaVerificada

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Horas benditas, leves como penas,

Languidez, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Traçam gestos de sonho pelo ar...

Languidez, de Florbela EspancaVerificada

Postal

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