D. Tareja
Fernando Pessoa · Mensagem (1934), pp. 22-23
As nações todas são mysterios.
Cada uma é todo o mundo a sós.
Ó mãe de reis e avó de imperios,
Vela por nós!
Teu seio augusto amamentou
Com bruta e natural certeza
O que, imprevisto, Deus fadou.
Por ele resa!
Dê tua prece outro destino
A quem fadou o instinto teu!
O homem que foi o teu menino
Envelheceu.
Mas todo vivo é eterno infante
Onde estás e não há o dia.
No antigo seio, vigilante,
De novo o cria!
Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte
Frases tiradas deste poema
Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.
As nações todas são mistérios. Cada uma é todo o mundo a sós.
D. Tareja, de Fernando PessoaVerificada
Dê tua prece outro destino A quem fadou o instinto teu!
D. Tareja, de Fernando PessoaVerificada
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