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Poema

As Minhas Ilusões

Florbela Espanca · Livro de Mágoas (1919), p. 53

Hora sagrada dum entardecer D'Outono, à beira-mar, cor de safira. Soa no ar uma invisível lira... O sol é um doente a enlanguescer... A vaga estende os braços a suster, Numa dor de revolta cheia de ira, A doirada cabeça que delira Num último suspiro, a estremecer! O sol morreu... e veste luto o mar... E eu vejo a urna d'oiro, a baloiçar, À flor das ondas, num lençol d'espuma! As minhas Ilusões, doce tesoiro, Também as vi levar em urna d'oiro, No Mar da Vida, assim... uma por uma...

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

O sol morreu... e veste luto o mar...

As Minhas Ilusões, de Florbela EspancaVerificada

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As minhas Ilusões, doce tesoiro, Também as vi levar em urna d’oiro, No mar da Vida, assim... uma por uma...

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