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Poema

Comiguo me desavym

Sá de Miranda · Comiguo me desavym

Comiguo me desavym, vejo-m' em grande perigo, nam posso viver comigo, nem posso fogir de mim. Antes qu' este mal tevesse, da outra gente fugia; aguora ja fugiria de mim, se de mim podesse. Que cabo espero, ou que fim deste cuidado que syguo? pois traguo a mim comiguo, tamanho imiguo de mim.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Comiguo me desavym, vejo-m' em grande perigo, nam posso viver comigo, nem posso fogir de mim.

Comiguo me desavym, de Sá de MirandaVerificada

Postal

Que cabo espero, ou que fim deste cuidado que syguo?

Comiguo me desavym, de Sá de MirandaVerificada

Postal

pois traguo a mim comiguo, tamanho imiguo de mim.

Comiguo me desavym, de Sá de MirandaVerificada

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