Ditos

As palavras para cada ocasião.

Sá de Miranda

1481 a 1558 · obra em domínio público desde 1629

Retrato ilustrado de Sá de Miranda

Sá de Miranda (1481-1558) trouxe de Itália, em 1526, a medida nova: o soneto, a écloga à italiana, o verso decassílabo que Camões haveria de levar ao cimo. Doutor em Leis, cortesão que se fartou da corte, retirou-se para o Minho e de lá escreveu cartas em verso e éclogas onde a consciência moral fala mais alto do que a moda. Recusou facilidades e empregos, e fez da independência um estilo. Sem ele, a poesia portuguesa do século de ouro tinha outra cara: foi ele que lhe abriu a porta. «Comigo me desavim», o seu verso mais famoso, diz o homem inteiro: em desavença consigo, com a corte e com o século, e fiel a essa desavença até ao fim. Do Minho mandava cartas em verso que são das primeiras grandes sátiras morais da língua, chorou em verso o filho morto na guerra, e nunca publicou livro: a obra correu manuscrita, ao gosto antigo. Aqui está com os vilancetes do cancioneiro, na grafia dele e na nossa.

Poemas

Frases

Cada uma diz de que obra saiu e em que capítulo.

Obras usadas

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