O medo é o pai da crença
Acredita-se com medo: onde há susto, nasce fé.
É a observação mais filosófica do arquivo popular: o medo fabrica convicções, dos fantasmas às superstições e aos boatos de crise. Diz-se a explicar credulidades repentinas e conversões de aflição. Não decide se a crença é boa ou má; aponta-lhe o pai, e deixa a conversa bem mais interessante.
Revisão editorial de Rogério Junior · atualizada a 21 de setembro de 2026.
O medo é o pai da crença.