não ter papas na língua
Etimologia popular
Falar de forma franca e direta, sem rodeios nem medo de dizer o que se pensa.
Não se conhece uma origem documental precisa para «não ter papas na língua», no sentido de uma primeira ocorrência explicada ou de um episódio histórico que a tenha fixado. A explicação mais prudente parte do sentido literal de «papas», comida mole e espessa, que na boca dificultaria a fala clara. Assim, «ter papas na língua» sugere falar de modo preso, atrapalhado ou pouco nítido, e «não ter papas na língua» passou a significar falar sem entraves.
A passagem para o valor moral, dizer a verdade sem cerimónia, é natural: quem não tem nada a embaraçar a língua fala claro. Não há base segura para ligar a expressão a uma pessoa, profissão, anedota antiga ou prática concreta. As explicações desse género, quando aparecem, costumam ser reconstruções posteriores e não uma origem comprovada.
Exemplo: A Ana não tem papas na língua e disse logo na reunião que a proposta estava mal feita.
Sabes mais sobre isto?
Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.