A mentira tem pernas curtas
Uma mentira dificilmente consegue manter-se durante muito tempo, porque acaba por surgir uma contradição ou por a verdade ser descoberta.
As pernas curtas são a graça e o diagnóstico: a mentira arranca bem, mas não aguenta a distância, porque precisa de memória perfeita e de que ninguém confira nada. Diz-se a avisar antes e a arrumar depois, quando a história cai.
O limite está no prazo: curtas não é inexistentes, e há mentiras que correm anos antes de tropeçar. O provérbio promete o tropeção, não marca a data.
A família é numerosa: «mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo» faz desta ideia uma corrida, e «na boca do mentiroso, o certo se faz duvidoso» apresenta a fatura do descrédito. Diz-se também «A mentira tem perna curta».
Revisão editorial de Rogério Junior · atualizada a 6 de outubro de 2026.
A mentira tem pernas curtas.