Quem não arrisca não petisca
Sem arriscar não se prova nada: o petisco é de quem tenta.
É o provérbio português do risco por excelência, com o prémio à medida da casa: um petisco. Emparelha com «quem não se aventura não passa o mar», a versão épica, e contradiz alegremente a ala prudente da tradição («seguro morreu de velho»). Diz-se a empurrar decisões, pedidos de aumento e declarações amorosas.
O limite está no tamanho da aposta: o provérbio promete petisco, não jantar. Arriscar o troco é petiscar; arriscar a casa é outra conversa. Serve para destravar tentativas de queda pequena, não para abençoar loucuras.
Revisão editorial de Rogério Junior · atualizada a 6 de outubro de 2026.
Quem não arrisca não petisca.