A justiça tarda, mas não falha
Mesmo lenta, a justiça acaba por chegar.
Dito de esperança e de consolo, herdeiro da ideia antiga de que os moinhos dos deuses moem devagar mas moem fino. Usa-se a sério, por quem espera reparação, e com ironia amarga, por quem já desistiu de esperar: em Portugal, a primeira metade do provérbio nunca precisou de prova.
O limite é o próprio tempo: para quem espera, tardar já é falhar um pouco, e há reparações que chegam depois de quem as esperava. O provérbio promete a chegada; a pressa de que ela venha a horas é connosco.
Revisão editorial de Rogério Junior · atualizada a 6 de outubro de 2026.
A justiça tarda, mas não falha.