Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar
Antes o pouco garantido do que o muito por caçar: o pássaro seguro vale pelos dois fugidos.
É talvez o provérbio de prudência mais universal da língua, e a matriz de vários cá de casa («mais vale pouco e certo do que muito e duvidoso» faz-lhe a contabilidade). Rege negócios, propostas de emprego e trocas de tudo. A ala arrojada responde-lhe com o petisco de quem arrisca; entre a mão e o voo joga-se a vida inteira.
O limite é usá-lo para nunca abrir a mão: há dois-a-voar que valem a tentativa, e quem só guarda o certo não caça nada de novo. A prudência dele é para trocas à vista, não para proibir voos.
Revisão editorial de Rogério Junior · atualizada a 6 de outubro de 2026.
Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.