Mais vale um pé que duas muletas
Entre duas situações desfavoráveis, é preferível aquela que representa um mal menor.
A conta parece torta e está certa: o pé é nosso, as muletas são emprestadas. O que é próprio, mesmo diminuído, vale mais do que o apoio que o substitui, porque não depende de ninguém e não se vai embora.
Diz-se a defender o pouco que é seguro contra o muito que é alheio: a casa pequena própria contra a grande de favor, o ofício modesto contra o lugar arranjado, a saúde que resta contra os remédios todos. Pertence à família do menor dos males, com «mais vale pouco e certo do que muito e duvidoso» ali ao lado.
O limite é não fazer dele orgulho tolo: há alturas de aceitar as muletas, e a sabedoria está em não as confundir com pernas.
Revisão editorial de Rogério Junior · atualizada a 6 de outubro de 2026.
Mais vale um pé que duas muletas.