Águas passadas não movem moinhos
Aquilo que aconteceu no passado já não pode alterar o presente, e não devemos ficar permanentemente presos ao que passou.
O moinho só trabalha com a água que passa naquele momento: a que já correu não volta a mover pedra nenhuma. É a imagem que a tradição escolheu para arrumar o que já foi: zangas antigas, contas saldadas, erros que já não têm emenda.
Diz-se a fechar discussões requentadas e a puxar alguém para fora de um remoer antigo. O limite é sério: vale para o que já não se pode mudar, não para o que ainda pede reparação. Chamar água passada a uma dívida por pagar é esperteza, não é sabedoria.
O parente de consolo é «o tempo tudo cura»: um trata do que se sente, este trata do que se faz com isso.
Revisão editorial de Rogério Junior · atualizada a 6 de outubro de 2026.
Águas passadas não movem moinhos.