Mulher honrada não tem ouvidos
Dizia a moral antiga que a mulher honrada devia fazer-se surda a galanteios e conversas.
É um provérbio de outro tempo, em que a honra feminina se media pela surdez ao mundo, e fica neste arquivo como documento do que a tradição foi, não do que se recomenda. Lê-se hoje com a distância com que se leem os arquivos: a língua guardou a frase, e os costumes, felizmente, mudaram-lhe o chão. Já não se usa a sério, e quando aparece é como peça de museu, exatamente como aqui.
Revisão editorial de Rogério Junior · atualizada a 8 de setembro de 2026.
Mulher honrada não tem ouvidos.