Quem cala consente
O silêncio perante uma proposta ou acusação vale como concordância.
Vem de uma máxima do direito canónico medieval, fixada nas regras de direito do Liber Sextus de Bonifácio VIII, no fim do século XIII: quem cala, podendo e devendo falar, parece consentir. O povo cortou-lhe as condições e o «parece», tornando-a mais expedita do que o próprio direito, que há muito lhe conhece exceções. Usa-se para arrancar respostas e para responsabilizar os calados. O silêncio, avisa o provérbio, também assina.
Revisão editorial de Rogério Junior · atualizada a 7 de setembro de 2026.
Quem cala consente.