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Poema

Quando no estado natural vivia

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Soneto da Cópula Canina

Poesia satírica de linguagem explícita, publicada como obra de época. Esta página não mostra publicidade e os versos dela não entram nas sugestões gerais do site.

Quando no estado natural vivia Metida pelo mato a espécie humana, Ai da gentil menina desumana, Que à força a greta virginal abria! Entrou o estado social um dia; Manda a lei que o irmão não foda a mana, É crime até chuchar uma sacana, E pesa a excomunhão na sodomia: Quanto, lascivos cães, sois mais ditosos! Se na igreja gostais de uma cachorra, Lá mesmo, ante o altar, fodeis gostosos: Enquanto a linda moça, feita zorra, Voltando a custo os olhos voluptuosos, Põe no altar a vista, a ideia em porra.

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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