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Poema

Pela escadinha de um courão subindo

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Soneto do Caralho Governante

Pela escadinha de um courão subindo Parei na sala onde não entra o pejo; Chinelo aqui e ali suado vejo, E o fato de cordel pendente, rindo; Quando em miséria tanta refletindo Estava, me apareceu ninfa do Tejo, Roendo um fatacaz de pão com queijo, E para mim num ai vem rebolindo: Dá-me um grito a razão: ela "Eia, fujamos, Minha infeliz, já deste inferno... Mas tu respingas? Tenho dito, vamos..." Eis a coisa assim diz: — "Com ódio eterno Eu, e os sócios coelhos em ti mijamos; Para baixo do bingo só governo".
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