Ditos

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Poema

No canto de um venal salão de dança

Manuel Maria Barbosa du Bocage · (No canto de um venal salão de dança), p. 114

No canto de um venal salão de dança, Ao som de uma rebeca desgrudada, Olhos em alvo, a porra arrebitada, Bocage, o folgazão, rostia o França: Este, com mogigangas de creança, Com a mão pelos evos encrespada. Brandia sobre a roxa fronte alçada Do assanhado porraz, que quer lembrança: Veterana se faz a mão bisonha; Tanto a tempo menêa, e súa o bicho. Que em Bocage o tezão vence a vergonha: Quis vir-se por luxuria, ou por capricho; Mas em vez de acudir-lhe alva langonha Rebenta-lhe do cu merdoso esguicho.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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