Ditos

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Poema

N′um capote embrulhado, ao pé de Armia

Manuel Maria Barbosa du Bocage · (N′um capote embrulhado, ao pé de Armia), p. 113

N′um capote embrulhado, ao pé de Armia, Que tinha perto a mãe o chá fazendo, Na linda mão lhe fui (oh céos!) mettendo O meu caralho, que de amor fervia: Entre o susto, entre o pejo a moça ardia; E eu solapado os beiços remordendo, Pela fisga da saia a mão crescendo A chamada sacana lhe fazia: Entra a vir-se a menina... Ah! que vergonha! «Que tens? — lhe diz a mãe sobresaltada: Não pode ela encobrir na mão langonha: Suffocada ficou, a mãe córada: Finda a partida, e mais do que medonha A noute começou da botetada.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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