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Poema

Levanta Alzira os olhos pudibunda

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas (1900), p. 154

Poesia satírica de linguagem explícita, publicada como obra de época. Esta página não mostra publicidade e os versos dela não entram nas sugestões gerais do site.

Levanta Alzira os olhos pudibunda Para ver onde a mão lhe conduzia; Vendo que nela a porra lhe metia Fez-se mais do que o nácar rubicunda: Toco o pentelho seu, toco a rotunda Lisa bimba, onde Amor seu trono erguia; Entretanto em desejos ela ardia, Brando licor o pássaro lhe inunda: C'o dedo a greta sua lhe coçava; Ela, maquinalmente a mão movendo, Docemente o caralho me embalava: «Mais depressa» — lhe digo então morrendo, Enquanto ela sinais do mesmo dava; Mística pívia assim fomos comendo.

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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