Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Eram seis da manhã; eu acordava

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Soneto Matinal

Eram seis da manhã; eu acordava Ao som de mão, que à porta me batia; "Ora vejamos quem será"... dizia, E assentado na cama me zangava. Brando rugir da seda se escutava, E sapato a ranger também se ouvia... Salto fora da cama... Oh! que alegria Não tive, olhando Armia, que arreitava! Temendo venha alguém, a porta fecho: Co'um chupão lhe saudei a rósea boca, E na rompente mama alegre mexo: O caralho estouvado o cono aboca; Bate a gostosa greta o rubro queixo, E a matinas de amor a porra toca.
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