Eram seis da manhã; eu acordava
Manuel Maria Barbosa du Bocage · Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas (1900), p. 151
Poesia satírica de linguagem explícita, publicada como obra de época. Esta página não mostra publicidade e os versos dela não entram nas sugestões gerais do site.
Eram seis da manhã; eu acordava
Ao som de mão, que à porta me batia;
Ora vejamos quem será... dizia,
E assentado na cama me zangava.
Brando rugir de seda se escutava,
E sapato a ranger também se ouvia...
Salto fora da cama... Oh! que alegria
Não tive, olhando Armia, que arreitava!
Temendo venha alguém, a porta fecho;
Co'um chupão lhe saudei a rósea boca,
E na rompente mama alegre mexo:
O caralho estouvado o cono aboca;
Bate a gostosa greta o rubro queixo,
E a matinas de amor a porra toca.
Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte
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