Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Com que mágoa o não digo! Eu nem te vejo

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Soneto do Caralho Decadente

Com que mágoa o não digo! Eu nem te vejo, Meu caralho infeliz! Tu, que algum dia Na gaiteira amorosa filistria Foste o regalo do meu pátrio Tejo! Sem te importar o feminino pejo, Traz a mimosa virgem, que fugia, Ficando à terna, afadigada Armia, Lhe pespegavas no coninho um beijo: Hoje, canal de fétida remela, O misantropo do país das bimbas, Apenas olhas cândida donzela! Deitado dos colhões sobre as tarimbas, Só co'a memória em feminil canela Às vezes pívia casual cachimbas.
Partilhar

Mais poemas de Manuel Maria Barbosa du Bocage

Sabes mais sobre isto?

Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.

Só publicamos depois de ler. Não guardamos o teu endereço de IP, só uma impressão digital dele para travar abuso.