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Poema

Voz debil que passas

Camilo Pessanha · Voz debil que passas

Voz debil que passas, Que humílima gemes Não sei que desgraças... Dir-se-hia que pedes. Dir-se-hia que tremes, Unida ás paredes, Se vens, ás escuras, Confiar-me ao ouvido Não sei que amarguras... Suspiras ou falas? Porque é o gemido, O sopro que exhalas? Dir-se-hia que rezas. Murmuras baixinho Não sei que tristezas... —Ser teu companheiro? Não sei o caminho. Eu sou estrangeiro. —Passados amores?— Animas-te, dizes Não sei que terrores... Fraquinha, deliras. —Projetos felizes?— Suspiras. Expiras.

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Não sei o caminho. Eu sou estrangeiro.

Voz debil que passas, de Camilo PessanhaVerificada

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