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Poema

Singra o navio. Sob a agua clara

Camilo Pessanha · Singra o navio. Sob a agua clara

Singra o navio. Sob a agua clara Vê-se o fundo do mar, de areia fina... —Impeccavel figura peregrina, A distancia sem fim que nos separa! Seixinhos da mais alva porcelana, Conchinhas tenuemente côr de rosa, Na fria transparencia luminosa Repousam, fundos, sob a agua plana. E a vista sonda, reconstrue, compara. Tantos naufragios, perdições, destróços! —Ó fulgida visão, linda mentira! Roseas unhinhas que a maré partira... Dentinhos que o vaivem desengastara... Conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos...

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

A distância sem fim que nos sepára!

Singra o navio. Sob a agua clara, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

Tantos naufragios, perdições, destróços!

Singra o navio. Sob a agua clara, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

—Ó fulgida visão, linda mentira!

Singra o navio. Sob a agua clara, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

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