Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Ditosa pena, como a mão que a guia

Luís Vaz de Camões · (Ditosa penna, como a mão que a guia), p. 168

Ditosa penna, como a mão que a guia Com tantas perfeições da subtil arte, Que quando com razão venho a louvar-te, Em teus louvores perco a fantasia. Porém Amor, que efeitos varios cria, De ti cantar me manda em toda parte, Não em plectro belligero de Marte, Mas em suave e branda melodia. Teu nome, Emmanuel, de hum n'outro pólo, Voando se levanta e te pregoa, Agora que ninguém te levantava. E porque immortal sejas, eis Apolo Te offerece de flores a coroa, Que ja de longo tempo te guardava.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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