Ditos

As palavras para cada ocasião.

Luís Vaz de Camões

1524 a 1580 · obra em domínio público desde 1651

Retrato ilustrado de Luís Vaz de Camões

Luís Vaz de Camões (nascido por volta de 1524, morto em 1580) é o poeta maior da língua. Soldado em Ceuta, onde perdeu o olho direito, degredado no Oriente, sobreviveu a um naufrágio no rio Mecom, segundo a tradição a nadar com Os Lusíadas numa mão. O poema saiu em 1572: dez cantos que fizeram da viagem de Vasco da Gama a epopeia de um povo. As Rimas, publicadas depois da morte, guardam os sonetos onde o amor e o desconcerto do mundo falam ainda a língua de hoje. Morreu pobre, no ano em que Portugal perdeu a independência. Do rei recebeu por Os Lusíadas uma tença pequena e paga a más horas, que a lenda encarregou-se de tornar ainda mais miserável do que os documentos mostram. As redondilhas de Sôbolos rios que vão por Babilónia, escritas sobre o salmo do exílio, valem sozinhas uma obra. A campa perdeu-se; o túmulo dos Jerónimos, erguido no século XIX, guarda restos que a tradição atribui a Camões e cuja identificação é incerta. Aqui está com sonetos, redondilhas e os tercetos a D. Leonis, na grafia de hoje com o original ao lado.

Poemas

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Frases

Cada uma diz de que obra saiu e em que capítulo.

Vereis amor da pátria, não movido De prémio vil; mas alto, e quase eterno:

Os Lusíadas, canto I, estância 10; epígrafe da Homenagem a Luiz de Camões de Antónia Pusich (1880), onde vem assinada «Camões — canto i — x.ª»Verificada

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