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Poema

Chorai, Ninfas, os fados poderosos

Luís Vaz de Camões · Chorai, Ninfas, os fados poderosos

Chorai, Ninfas, os fados poderosos daquela soberana fermosura! Onde foram parar na sepultura aqueles reais olhos graciosos? Ó bens do mundo, falsos e enganosos! Que mágoas para ouvir! Que tal figura jaza sem resplendor na terra dura, com tal rostro e cabelos tão fermosos! Das outras que será, pois poder teve a morte sobre coisa tanto bela que ela eclipsava a luz do claro dia? Mas o mundo não era digno dela; por isso mais na terra não esteve: ao Céu subiu, que já se lhe devia.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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