Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Ah minha Dinamene! assi deixaste

Luís Vaz de Camões · (Ah, minha Dinamene assi deixaste), p. 160

Ah minha Dinamene! assi deixaste Quem nunca deixar pôde de querer-te! Que ja, Ninfa gentil, não possa ver-te! Que tão veloz a vida desprezaste! Como por tempo eterno te apartaste De quem tão longe andava de perder-te? Puderão essas ágoas defender-te Que não visses quem tanto magoaste? Nem somente falar-te a dura morte Me deixou, qu'apressada o negro manto Lançar sobre os teus olhos consentiste. Oh mar! oh céu! oh minha escura sorte! Qual vida perderei que valha tanto, Se inda tenho por pouco o viver triste?

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

Partilhar

Mais poemas de Luís Vaz de Camões

Sabes mais sobre isto?

Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.

Só publicamos depois de ler. Não guardamos o teu endereço de IP, só uma impressão digital dele para travar abuso.