Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Velhinha

Florbela Espanca · Livro de Mágoas (1919), p. 133

Se os que me viram já cheia de graça Olharem bem de frente para mim, Talvez, cheios de dor, digam assim: «Já ela é velha! Como o tempo passa!...» Não sei rir e cantar por mais que faça! Ó minhas mãos talhadas em marfim, Deixem esse fio d'oiro que esvoaça! Deixem correr a vida até ao fim! Tenho vinte e três anos! Sou velhinha! Tenho cabelos brancos e sou crente... Já murmuro orações... falo sozinha... E o bando cor-de-rosa dos carinhos Que tu me fazes, olho-os indulgente, Como se fosse um bando de netinhos...

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Deixem correr a vida até o fim!

Velhinha, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Já murmuro orações... falo sozinha...

Velhinha, de Florbela EspancaVerificada

Postal

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