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Poema

Sem Remédio

Florbela Espanca · Sem Remédio

Aqueles que me têm muito amor Não sabem o que sinto e o que sou... Não sabem que passou, um dia, a Dor À minha porta e, nesse dia, entrou. E é desde então que eu sinto este pavor, Este frio que anda em mim, e que gelou O que de bom me deu Nosso Senhor! Se eu nem sei por onde ando e onde vou!! Sinto os passos da Dor, essa cadência Que é já tortura infinda, que é demência! Que é já vontade doida de gritar! E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, A mesma angústia funda, sem remédio, Andando atrás de mim, sem me largar!...
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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Aqueles que me têm muito amor Não sabem o que sinto e o que sou...

Sem Remédio, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Sinto os passos da Dor, essa cadência Que é já tortura infinda, que é demência! Que é já vontade doida de gritar!

Sem Remédio, de Florbela EspancaVerificada

Postal

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, A mesma angústia funda, sem remédio, Andando atrás de mim, sem me largar!...

Sem Remédio, de Florbela EspancaVerificada

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