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Poema

Lágrimas Ocultas

Florbela Espanca · Lágrimas Ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras Em que ri e cantei, em que era q’rida, Parece-me que foi noutras esferas, Parece-me que foi numa outra vida... E a minha triste boca dolorida, Que dantes tinha o rir das primaveras, Esbate as linhas graves e severas E cai num abandono de esquecida! E fico, pensativa, olhando o vago... Toma a brandura plácida dum lago O meu rosto de monja de marfim... E as lágrimas que choro, branca e calma, Ninguém as vê brotar dentro da alma! Ninguém as vê cair dentro de mim!
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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Se me ponho a cismar em outras eras Em que ri e cantei, em que era q’rida, Parece-me que foi noutras esferas, Parece-me que foi numa outra vida...

Lágrimas Ocultas, de Florbela EspancaVerificada

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E as lágrimas que choro, branca e calma, Ninguém as vê brotar dentro da alma! Ninguém as vê cair dentro de mim!

Lágrimas Ocultas, de Florbela EspancaVerificada

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