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Poema

Desejos Vãos

Florbela Espanca · Desejos Vãos

Eu q’ria ser o Mar d’altivo porte Que ri e canta, a vastidão imensa! Eu q’ria ser a pedra que não pensa, A pedra do caminho, rude e forte! Eu queria ser o sol, a luz intensa, O bem do que é humilde e não tem sorte! Eu q’ria ser a árvore tosca e densa Que ri do mundo vão e até da morte! Mas o Mar também chora de tristeza... As árvores também, como quem reza, Abrem, aos Céus, os braços, como um crente! E o Sol altivo e forte, ao fim dum dia, Tem lágrimas de sangue na agonia! E as Pedras... essas... pisa-as toda a gente!...
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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Eu q’ria ser a pedra que não pensa, A pedra do caminho, rude e forte!

Desejos Vãos, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Eu queria ser o sol, a luz intensa, O bem do que é humilde e não tem sorte!

Desejos Vãos, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Mas o Mar também chora de tristeza...

Desejos Vãos, de Florbela EspancaVerificada

Postal

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