Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Castelã (Florbela Espanca)

Florbela Espanca

Altiva e couraçada de desdém, Vivo sozinha em meu castelo: a Dor... Debruço-me às ameias ao sol-pôr E ponho-me a cismar não sei em quem! Castelã da Tristeza, vês alguém?!... — E o meu olhar é interrogador... E rio e choro! É sempre o mesmo horror E nunca, nunca vi passar ninguém! — Castelã da tristeza por que choras, Lendo toda de branco um livro d’horas A sombra rendilhada dos vitrais?... Castelã da Tristeza, é bem verdade, Que a tragédia infinita é a Saudade! Que a tragédia infinita é Nunca Mais!!
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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Vivo sozinha em meu castelo: a Dor...

Castelã (Florbela Espanca), de Florbela EspancaVerificada

Postal

E nunca, nunca vi passar ninguém!

Castelã (Florbela Espanca), de Florbela EspancaVerificada

Postal

Que a tragédia infinita é a Saudade! Que a tragédia infinita é Nunca Mais!!

Castelã (Florbela Espanca), de Florbela EspancaVerificada

Postal

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