Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Castelã da Tristeza

Florbela Espanca · Livro de Mágoas (1919), p. 29

Florbela deixou duas versões deste soneto. A outra chama-se só «Castelã» e também está no site, nos poemas dela.

Altiva e couraçada de desdém, Vivo sozinha em meu castelo: a Dor! Passa por ele a luz de todo o amor... E nunca em meu castelo entrou alguém! Castelã da Tristeza, vês?... A quem?!... — E o meu olhar é interrogador — Perscruto, ao longe, as sombras do sol-pôr... Chora o silêncio... nada... ninguém vem... Castelã da Tristeza, porque choras Lendo, toda de branco, um livro de horas, À sombra rendilhada dos vitrais?... À noite, debruçada p'las ameias, Porque rezas baixinho?... Porque anseias?... Que sonho afagam tuas mãos reais?...

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

Partilhar

Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Vivo sozinha em meu castelo: a Dor!

Castelã da Tristeza, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Chora o silêncio... nada... ninguém vem...

Castelã da Tristeza, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Vivo sozinha em meu castelo: a Dor...

Castelã (Florbela Espanca), de Florbela EspancaVerificada

Postal

E nunca, nunca vi passar ninguém!

Castelã (Florbela Espanca), de Florbela EspancaVerificada

Postal

Que a tragédia infinita é a Saudade! Que a tragédia infinita é Nunca Mais!!

Castelã (Florbela Espanca), de Florbela EspancaVerificada

Postal

Mais poemas de Florbela Espanca

Sabes mais sobre isto?

Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.

Só publicamos depois de ler. Não guardamos o teu endereço de IP, só uma impressão digital dele para travar abuso.