Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

D. João Infante de Portugal

Fernando Pessoa · Mensagem (1934), p. 34

Não fui alguem. Minha alma estava estreita Entre tão grandes almas minhas pares, Inutilmente eleita, Virgemente parada; Porque é do portuguez, pae de amplos mares, Querer, poder só isto: O inteiro mar, ou a orla vã desfeita — O todo, ou o seu nada.

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

O inteiro mar, ou a orla vã desfeita — O todo, ou o seu nada.

D. João Infante de Portugal, de Fernando PessoaVerificada

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