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Poema

De tarde

Cesário Verde · De Tarde

Naquele pick-nick de burguesas, Houve uma coisa simplesmente bela, E que, sem ter histórias nem grandezas, Em todo o caso dava uma aguarela. Foi quando tu, descendo do burrico, Foste colher, sem imposturas tolas, A um granzoal azul de grão-de-bico Um ramalhete rubro de papoulas. Pouco depois, em cima duns penhascos, Nós acampámos, inda o Sol se via; E houve talhadas de melão, damascos, E pão-de-ló molhado em malvasia. Mas, todo púrpuro a sair da renda Dos teus dois seios como duas rolas, Era o supremo encanto da merenda O ramalhete rubro das papoulas!
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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Naquele pick-nick de burguesas, Houve uma coisa simplesmente bela, E que, sem ter histórias nem grandezas, Em todo o caso dava uma aguarela.

De tarde, de Cesário VerdeVerificada

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