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Poema

Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Nirvana

Antero de Quental · Wikisource, transcrição

Para além do Universo luminoso, Cheio de formas, de rumor, de lida, De forças, de desejos e de vida, Abre-se como um vácuo tenebroso. A onda desse mar tumultuoso Vem ali expirar, esmaecida... Numa immobilidade indefinida Termina ali o ser, inerte, ocioso... E quando o pensamento, assim absorto, Emerge a custo desse mundo morto E torna a olhar as coisas naturais, Á bela luz da vida, ampla, infinita, Só vê com tédio, em tudo quanto fita, A illusão e o vasio universais.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Para além do Universo luminoso, Cheio de fórmas, de rumor, de lida, De forças, de desejos e de vida, Abre-se como um vácuo tenebroso.

Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Nirvana, de Antero de QuentalVerificada

Postal

Á bela luz da vida, ampla, infinita, Só vê com tédio, em tudo quanto fita, A ilusão e o vasio universaes.

Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Nirvana, de Antero de QuentalVerificada

Postal

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