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Poema

Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Mors - Amor

Antero de Quental · Wikisource, transcrição

Esse negro corcél cujas passadas Escuto em sonhos, quando a sombra desce, E, passando a galope, me apparece Da noite nas fantasticas estradas, Donde vem ele? Que regiões sagradas E terriveis cruzou, que assim parece Tenebroso e sublime, e lhe estremece Não sei que horror nas crinas agitadas? Um cavalleiro de expressão potente, Formidavel, mas placido no porte, Vestido de armadura reluzente, Cavalga a fera extranha sem temor. E o corcél negro diz: «Eu sou a Morte!» Responde o cavalleiro: «Eu sou o Amor!»

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

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E o corcél negro diz: «Eu sou a Morte!» Responde o cavaleiro: «Eu sou o Amor!»

Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Mors - Amor, de Antero de QuentalVerificada

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