Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Logos
Antero de Quental · Wikisource, transcrição
Tu, que eu não vejo, e estás ao pé de mim
E o que é mais, dentro em mim — que me rodeias
Com um nimbo de afectos e de ideias,
Que são o meu principio, meio e fim...
Que extranho ser és tu (se és ser) que assim
Me arrebatas comtigo e me passeias
Em regiões inominadas, cheias
De incanto e de pavor... de não e sim...
És um reflexo apenas da minha alma,
E em vez de te encarar com fronte calma
Sobresalto-me ao vêr-te, e tremo e exoro-te...
Falo-te, calas... calo, e vens atento...
És um pai, um irmão, e é um tormento
Ter-te a meu lado... és um tirano, e adoro-te!
Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte
Frases tiradas deste poema
Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.
És um reflexo apenas da minha alma,
Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Logos, de Antero de QuentalVerificada
Falo-te, calas... calo, e vens atento...
Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Logos, de Antero de QuentalVerificada
Ter-te a meu lado... és um tirano, e adoro-te!
Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Logos, de Antero de QuentalVerificada
Mais poemas de Antero de Quental
Sabes mais sobre isto?
Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.