Ditos

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Poema

Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Homo

Antero de Quental · Wikisource, transcrição

Nenhum de vós ao certo me conhece, Astros do espaço, ramos do arvoredo, Nenhum adivinhou o meu segredo, Nenhum interpretou a minha prece... Ninguém sabe quem sou... e mais, parece Que ha dez mil anos já, neste degredo, Me vê passar o mar, vê-me o rochedo E me contempla a aurora que alvorece... Sou um parto da Terra monstruoso; Do humus primitivo e tenebroso Geração casual, sem pae nem mãe... Mixto infeliz de trevas e de brilho, Sou talvez Satanaz; — talvez um filho Bastardo de Jehová; — talvez ninguém!

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

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Ninguem sabe quem sou...

Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Homo, de Antero de QuentalVerificada

Postal

Mixto infeliz de trevas e de brilho,

Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Homo, de Antero de QuentalVerificada

Postal

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