Ditos

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Poema

Primaveras romanticas (1872)/Poesias diversas/Despondency

Antero de Quental

Deixal-a ir, a ave, a quem roubaram Ninho e filhos e tudo, sem piedade... Que a leve o ar sem fim da soledade Onde as azas partidas a levaram... Deixal-a ir, a vella, que arrojaram Os tufões pelo mar, na escuridade, Quando a noite surgiu da immensidade, Quando os ventos do Sul se levantaram... Deixal-a ir, a alma lastimosa, Que perdeu fé e paz e confiança, Á morte queda, á morte silenciosa... Deixal-a ir, a nota desprendida D’um canto extremo... e a última esperança... E a vida... e o amor... deixal-a ir, a vida!

Grafia atualizada a partir da primeira edição.

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Deixal-a ir, a vela, que arrojaram Os tufões pelo mar, na escuridade, Quando a noite surgiu da imensidade, Quando os ventos do Sul se levantaram...

Primaveras romanticas (1872)/Poesias diversas/Despondency, de Antero de QuentalVerificada

Postal

Deixal-a ir, a ave, a quem roubaram Ninho e filhos e tudo, sem piedade... Que a leve o ar sem fim da soledade Onde as asas partidas a levaram...

Primaveras romanticas (1872)/Poesias diversas/Despondency, de Antero de QuentalVerificada

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