"Elementar, meu caro Watson"
A frase não aparece nos contos e romances de Conan Doyle. A forma célebre vem de usos posteriores, já fora do cânone.
Atribuição disputadaAtribuição disputada
A frase «Elementar, meu caro Watson» circula como a fala mais famosa de Sherlock Holmes. É apresentada como se viesse diretamente dos contos e romances de Arthur Conan Doyle. Essa atribuição, porém, não corresponde ao texto original do cânone holmesiano.
Nos escritos de Conan Doyle há várias ocorrências de «meu caro Watson» e há também usos de «elementar». O que não há é a frase completa, nessa forma, dita por Holmes. A aproximação mais citada está em «The Crooked Man», onde Watson exclama «Excelente!» e Holmes responde «Elementar», mas não acrescenta «meu caro Watson» nessa frase.
A forma «Elementary, my dear Watson» surge fora da obra de Conan Doyle e tornou-se uma espécie de síntese popular do modo como Holmes explica os seus raciocínios. Uma ocorrência antiga conhecida aparece em P. G. Wodehouse, em «Psmith, Journalist», com a formulação «Elementary, my dear Watson, elementary». Mais tarde, o teatro, o cinema e a cultura popular ajudaram a fixá-la como bordão de Sherlock Holmes.
Assim, não se trata de uma citação autêntica de Conan Doyle, mas de uma frase posterior que combina palavras e hábitos reconhecíveis da personagem. O que fica é uma atribuição culturalmente compreensível, embora textual e literalmente errada.
Origem apontada: P. G. Wodehouse.