Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Último Carnaval

Olavo Bilac · Tarde

Íncola de Suburra ou de Sibarís, Nasceste em saturnal; viveste, estulto, Na folia das feiras, no tumulto Dos caravançarás e dos bazares; Morreste, em plena orgia, entre os esgares Dos arlequins, no delirante culto; E a saudade terás, depois sepulto, Herói folião, dos carnavais hílares... Talvez, quem sabe? a cova, que te esconda, Uma noite, entre fogos-fátuos, se abra, Como uma boca escancarada em risos: E saltarás, pinchando, numa ronda De espectros aos tantãs, dança macabra De esqueletos e lêmures aos guizos.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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