Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Pesadelo

Olavo Bilac · Tarde

Às vezes, uma vida abominanda Vives no sono, em que a hórrida matula Dos íncubos e súcubos te manda O eco do inferno que referve e ulula. Um mundo torpe nos teus sonhos anda: O ódio, a perversidade, a inveja, a gula, Espíritos da terra, sarabanda Das grosseiras paixões que a treva açula. Assim, à noite, no ínvio da floresta, No mistério das sombras, entre os pios Dos noitibós, o candomblé se apresta: Batuques de capetas, rodopios De curupiras e sacis em festa, Em sinistros risinhos e assobios.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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