Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Os Sinos

Olavo Bilac · Tarde

Plangei, sinos! A terra ao nosso amor não basta... Cansados de ânsias vis e de ambições ferozes, Ardemos numa louca aspiração mais casta, Para trasmigrações, para metempsicoses! Cantai, sinos! Daqui por onde o horror se arrasta, Campas de rebeliões, bronzes de apoteoses, Badalai, bimbalhai, tocai à esfera vasta! Levai os nossos ais rolando em vossas vozes! Em repiques de febre, em dobres a finados, Em rebates de angústia, ó carrilhões, dos cimos Tangei! Torres da fé, vibrai os nossos brados! Dizei, sinos da terra, em clamores supremos, Toda a nossa tortura aos astros de onde vimos, Toda a nossa esperança aos astros aonde iremos!

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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