Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Olhando a Corrente

Olavo Bilac · Sarças de Fogo

Põe-te à margem! Contempla-a, lentamente, Crespa, turva, a rolar. Em vão indagas A que paragens, a que longes plagas Desce, ululando, a lúgubre torrente. Vem de longe, de longe... Ouve-lhe as pragas! Que infrene grita, que bramir freqüente, Que coro de blasfêmias surdamente Rolam na queda dessas negras vagas! Choras? Tremes? É tarde... Esses violentos Gritos escuta! Em lágrimas, tristonhos, Fechas os olhos?... Olha ainda o horror Daquelas águas! Vê! Teus juramentos Lá vão! lá vão levados os meus sonhos, Lá vai levado todo o nosso amor!

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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