Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Meia noite

Olavo Bilac · Poesias Infantis

O filho: Ó Mamãe! quando adormecem Todos, num sono profundo, Há mesmo almas do outro mundo, Que aos meninos aparecem? A mãe: Não creias nisso! É tolice! Fantasmas são invenções Para dar medo aos poltrões: Não houve ninguém que os visse. Não há gigantes nem fadas, Nem gênios perseguidores, Nem monstros aterradores, Nem princesas encantadas! As almas dos que morreram Não voltam à terra mais! Pois vão descansar em paz Do que na terra sofreram. Dorme com tranqüilidade! — Nada receia, meu filho, Quem não se afasta do trilho Da Justiça e da Bondade.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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