Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Inocência

Olavo Bilac · Tarde

Como, em vez de uma paz desiludida, Posso eu ter, nesta idade, esta confiança, Que me leva a correr a toda brida Na pista de uma sombra de esperança? Esta velhice ingênua me intimida: Tanto ardor, tanta fé, que me não cansa, E, em mais de meio século de vida, Tanta credulidade de criança! Rio, inocente, ao sol, como uma rosa; Ainda arquiteto mundos sobre a areia; Anoiteço em miragem luminosa. E ainda imagino a minha taça cheia, E emborco-a: "Oh! Vida!..."; e quero-a, e acho-a formosa, Como se não soubesse quanto é feia!

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

Partilhar

Mais poemas de Olavo Bilac

Sabes mais sobre isto?

Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.

Só publicamos depois de ler. Não guardamos o teu endereço de IP, só uma impressão digital dele para travar abuso.