Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Assombração

Olavo Bilac · Tarde

Conheço um coração, tapera escura, Casa assombrada, onde andam penitentes Sombras e ecos de amor, e em que perdura A saudade, presença dos ausentes. Evadidos da paz da sepultura, Num tatalar de tíbias e de dentes, Revivem os fantasmas da ternura, Arrastando sudários e correntes. Rangem os gonzos no bater das portas, E os corredores enchem-se de prantos... Um mundo de avejões do chão se eleva, Ressuscitado pelas horas mortas: Frios abraços gemem pelos cantos, Beijos defuntos fogem pela treva.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

Partilhar

Mais poemas de Olavo Bilac

Sabes mais sobre isto?

Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.

Só publicamos depois de ler. Não guardamos o teu endereço de IP, só uma impressão digital dele para travar abuso.