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Poema

As Formigas

Olavo Bilac · Poesias Infantis

Cautelosas e prudentes, O caminho atravessando, As formigas diligentes Vão andando, vão andando... Marcham em filas cerradas; Não se separam; espiam De um lado e de outro, assustadas, E das pedras se desviam. Entre os calháus vão abrindo Caminho estreito e seguro, Aqui, ladeiras subindo, Acolà, galgando um muro. Esta carrega a migalha; Outra, com passo discreto, Leva um pedaço de palha; Outra, uma pata de insecto. Carrega cada formiga Aquillo que achou na estrada; E nenhuma se fatiga, Nenhuma para cançada. Vede! emquanto negligentes ’Stão as cigarras cantando, Vão as formigas prudentes Trabalhando e armazenando. Também quando chega o frio, E todo o fructo consome, A formiga, que no estio Trabalha, não soffre fome... Recordae-vos todo o dia Das lições da Natureza: O trabalho e a economia São as bases da riqueza.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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